AS GRANDES NAVEGAÇÕES
A expansão marítima foi um grande empreendimento econômico e político que envolveu grande volume de dinheiro e necessitou de muita dedicação do Estado. Sua realização só foi possível graças a criação do Estado Nacional e da aliança entre o rei e a burguesia.
O grande impulsionador da expansão marítima foi o comércio de produtos do Oriente, como as especiarias (canela, cravo, pimentas, jóias, perfumes, tecido de sede e outros) além da necessidade de encontrar metais amoedáveis, condição indispensável para manter o comércio ativo.
Os portugueses foram os pioneiros no projeto expansionista e optaram por um caminho que contornava a África denominado de périplo africano ou ciclo oriental de navegações. Enquanto não chegavam a Calicute (na Índia), tanto a burguesia quanto a família real portuguesas lucravam com a exploração da África. Além de minérios como o ouro e o cobre, do marfim, dos tecidos e do sal, os lusitanos tinham grande interesse no comércio de escravos.
Houve grande esforço no desenvolvimento das técnicas de navegações a fim de superar os obstáculos encontrados nas grandes viagens oceânicas. O mais importante centro de estudos náuticos ficava em Sagres, no extremo sul de Portugal, onde vivia o príncipe Henrique, o navegador. Houve um significativo aperfeiçoamento na cartografia, que é a técnica de desenhar mapas, e dos estudos astronômicos. Foram construídas embarcações resistentes e ao mesmo tempo leves, pois a navegação dependia dos ventos.
Instrumentos como a bússola e o astrolábio, foram aprimorados e adaptados para longas viagens pelo mar.
A expansão marítima provocou uma mudança no eixo do comércio europeu que favoreceu os países com a costa voltada para o Atlântico, como Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França. Ao processo de ampliação do comércio que se deu após a transferência do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico denominamos REVOLUÇÃO COMERCIAL.