quarta-feira, 28 de maio de 2014

CONFLITOS URBANOS DURANTE A VELHA REPÚBLICA: 





REVOLTA DA CHIBATA:



Eclodiu em 1910, na cidade do Rio de Janeiro, um movimento de uma parte dos militares da marinha, que ficou conhecido como A REVOLTA DA CHIBATA. Recebeu esse nome porque os marinheiros que fossem acusados  de faltas graves recebiam 25 chibatadas como punição. A situação que levou alguns marinheiros a se rebelar foi quando Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.

Os marinheiros rebelados exigiam o fim dos castigos físicos, o aumento do soldo e o fim do preconceito contra marinheiros negros, os quais nunca alcançavam altas patentes, muitas vezes perdendo as promoções, menos competentes, mas escolhidos por serem brancos. 

Os líderes do movimento foram João Cândido Felisberto (apelidado de Almirante Negro), Gregório Nascimento, Francisco Dias Martins, Ricardo Freitas e André Avelino.
Ocorrida no ano de 1910, esta revolta foi sufocada pelas tropas do governo quando ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro se não fossem atendidos. Os participantes foram presos, e depois de 18 meses de prisão foram anistiados. O movimento conseguiu por fim aos castigos físicos.    

domingo, 26 de janeiro de 2014

2014 - O BRASIL VAI MUDAR? ESTÁ MUDANDO?

Dizem que a história se repete, mas segundo a historiografia ela segue num paralelo e não repetidamente, porque a sociedade não é a mesma, ela evolui, assim com cada personagem que surge no mundo. Enfim, 2014 tem que ser um novo momento, uma nova HISTÓRIA. 


sábado, 20 de abril de 2013










A INCONFIDÊNCIA MINEIRA - 1789


               Com o declínio da produção aurífera nas Minas Gerais e a pressão metropolitana no sentido de arrecadar por ano as cem arrobas de ouro devidas ao rei, a situação dos donos de minas ficou difícil. A decretação da derrama ( cobrança feita com violência, com fiscais invadindo as casas à procura de ouro) deixou a população revoltada com o governo e, no entender dos inconfidentes, criava o 'contexto' favorável a uma rebelião.

               O movimento mineiro foi organizado por pessoas da elite, muitas das quais haviam estudado na Europa, onde tiveram contato com as idéias liberais (filósofos do iluminismo) que defendiam a independência das áreas colonizadas. Havia membros do clero, militares da alta patente, donos de minas e comerciantes de minérios. Entre eles, muitos tinham grandes dívidas com o fisco metropolitano.


              Nos meses de 1788, os inconfidentes começaram a planejar a ação. Do grupo, faziam parte os poetas Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e José Alvarenga Peixoto; os clérigos José da Silva de Oliveira Rolim, Carlos Correia de Toledoe Luís Vieira da Silva; o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. Participavam também Domingos de Abreu Vieira, Joaquim Silvério dos Reis e João Rodrigues de Macedo, que delataram a conspiração em troca do perdão de suas dívidas fiscais.


                   O movimento era emancipacionista e pretendia fazer de Minas Gerais e do Rio de Janeiro um novo país; a independência dos Estados Unidos foi sua mais importante influência ideológica. Os inconfidentes foram julgados por crime lesa-majestade. Para os emancipacionistas da elite, o castigo foi o degredo na África, e dos participantes de menor prestígio social era Tiradentes, sobre quem recaiu a culpa de organizar a rebelião cooptar os demais membros. Segundo historiadores, o alferes não assumiu toda a culpa, todavia, é certo que apenas ele foi condenado. A execução de Tiradentes serviu como um exemplo para desanimar pessoas ou grupos  que eventualmente estivessem planejando lesar a Coroa.      



segunda-feira, 15 de abril de 2013





GUERRA DA CORÉIA (1950-1953)


               Em 1948, a Coréia ---- um antigo domínio japonês ---- foi dividida entre os EUA e a URSS. O paralelo 38º Norte dividia a República da Coréia (capitalista, ao sul) e a República Popular Democrática da Coréia (comunista, ao norte). A divisão forçada não foi aceita por nenhum dos dois lados e, em 25 de junho de 1950, a Coréia do Norte atacou a do sul.

                 Sob a pressão dos EUA, a ONU enviou tropas internacionais, comandadas pelo general norte-americano Douglas MacArthur. Os soviéticos não se envolveram diretamente no conflito, mas prestaram auxílio militar aos norte-coreanos. Temendo que o conflito se transferisse para seu país, Mao Tsé-tung declarou-se contrário à guerra.

                Nessa circunstância, o governo dos EUA decidiu negociar a paz. Depois de cerca de 3 milhões de vidas perdidas, foi assinado em 27 de julho de 1953 o acordo de paz que pôs fim à guerra e confirmou a divisão da Coréia, feita em 1948.   
A tensão entre as duas nações coreanas de certa forma não chegou a um ponto final. Mas o lado Norte por ter usufruído apoio durante o bloco socialista, melhorou seu país na saúde, educação e no desenvolvimento de tecnologia bélica e nuclear. Entretanto, a Coréia do Sul consolidou-se na economia capitalista.



          





FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL PORTUGUESA

              Se era necessário que a terra colonizada fosse inserida no contexto do mercantilismo, ou seja, que gerasse lucros para a metrópole lusitana, por outro, era preciso garantir que as riquezas do Novo Mundo atravessassem o Atlântico e aportassem em terras portuguesas. Para isso, era fundamental criar uma máquina administrativa eficiente, que garantisse ao rei o recebimento de seus lucros.

                           Ao observar como funcionava a máquina administrativa colonial, percebemos a transposição para o nosso continente do absolutismo, sistema político predominante na Europa da Idade Moderna, que se caracterizava pela concentração de poderes nas mãos do monarca. Na América, o rei era representado por funcionários metropolitanos, pessoas de sua confiança, com plenos poderes para agir contra qualquer um que prejudicasse os interesses reais. 

                           Toda atitude de um súdito que prejudicasse (lesasse)  o rei (majestade) era considerada CRIME DE LESA MAJESTADE. Entre esses crimes incluíam-se injúrias, ofensas pessoais, sonegação de impostos, comércio ilegal de produtos que pertenciam ao exclusivo real., conspiração contra o trono ou a vida do rei.      

quinta-feira, 11 de abril de 2013



COLONIZAÇÃO: AS DUAS FACES DE UMA MESMA HISTÓRIA 



            A colonização da América é um tema que comporta opiniões que se contrapõem: para uns, foi um acontecimento benéfico, que trouxe avanços tecnológicos para as sociedades que viviam em condições pré-históricas; para outros, foi um crime contra as populações nativas da América. Devemos observar que a cultura ocidental não era sinônimo de felicidade humana, nem os índios eram anjos que viviam no paraíso terrestre. Um fato nenhuma análise pode negar: os indígenas não tiveram escolha.

         
   
O SENTIDO DA COLONIZAÇÃO PARA OS EUROPEUS

          A colonização marítima foi realizada em conjunto pela realeza e pela burguesia europeias. Para esses dois segmentos , a colonização teve, desde o início, a função de expandir seu poder econômico e político. Os reis queriam mais poder político, acompanhado de mais impostos; a burguesia queria ampliar os investimentos e obter maiores lucros.
          Para as elites europeias, a expansão geográfica tinha sentido de expansão de respectivos poderes. A colonização foi um projeto mercantilista .

A colônia poderia ter minérios ou oferecer produtos de boa aceitação no mercado europeu. Logo, a posse de uma ampla área colonial poderia significar a acumulação de metais amoedáveis e a obtenção de muitos produtos para serem vendidos nos grandes centros de comércio. A colônia funcionava como um complemento da economia metropolitana, por isso não tinha vida econômica própria. Na colônia não havia liberdade de comércio, somente os agentes autorizados pelo rei tinham o direito de comprar mercadorias dos produtores. Portanto, eles impunham o preço da compra.

          Em quase toda a América vigorou a colonização de exploração : o povoamento e a ocupação das terras tinha como objetivo principal extrair ou produzir riquezas que eram levadas para a Europa. Não havia interesse em desenvolver internamente a colônia. Os próprios colonos (portugueses e espanhóis) vinham para a América com a intenção de enriquecer e voltar à Europa levando fortunas. O importante é entender que essa era a maneira como os europeus viam as colônias americanas.